Reconhecer Cristo no presépio

“Ao observarem a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande. Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, passando por outro caminho.” (Mt 2, 10-12)

Reis MagosCristo sempre se fez pequeno desde o seu nascimento. Em uma família humilde, em um lugar desprezado e em condições sub-humanas. Dessa forma Deus se fez homem para que o homem pudesse se fazer um com Deus.

Ao depararmos com um presépio vemos um verdadeiro paradoxo à compreensão humana: o maior Rei que a terra já teve sendo adorado em um lugar onde nem o mais pobre dos servos poderia nascer. Um presépio é o local onde o gado é colocado após ser recolhido, em outras palavras um curral. Um lugar sujo e desagradável para ser feito um parto.

Mas porque Deus escolheu esse lugar para nascer? Porque Ele queria ser reconhecido pela sua grandeza mas não com o olhar desse mundo, mas sim com os olhos da fé. Olhar esse que os magos do Oriente tiveram.

Sábios da Pérsia (região do Irã) esses reis vieram de muito longe para prestigiar o novo rei que acabava de nascer. Eles não se prenderam no que viram, mas no que sentiram. “Ao observarem a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande” (Mt 2 10)

Movidos por essa alegria que vem de Deus esses homens prestaram sua adoração ao Rei dos reis. Ajoelharam-se pois sabiam que aquele era Deus. Deram-lhe presentes: ouro como sinal de sua realeza, incenso como sinal de sua divindade e a mirra como sinal de sua paixão.

Também nós nesse dia somos chamados a reconhecer o Cristo que não vemos inicialmente. Em cada irmão que precisa de ajuda, ali está o Menino Jesus no presépio. Em cada pessoa que bate a nossa porta por um pouco de comida, ali também está o Cristo que nasceu. Naquele que está perdido na droga, ali está Jesus. E qual será o nosso presente? Qual será a nossa reação? Faremos como aqueles que não deram pouso à Sagrada Família? Ou faremos como aqueles magos que reconheceram aquele Rei mesmo não sendo judeus?

Um pedaço de pão seria o suficiente para o que tem fome. Mas um sorriso sincero ao dar-lhe o alimento pode transformar o dia daquela pessoa. A solução de um problema também é o suficiente, mas alguns minutos de atenção para aquele que precisa é o “algo a mais” que você pode dar.

Não podemos nos esquecer também do Cristo que se esconde na Eucaristia e que hoje nos convida a reconhecer a sua divindade por detrás daquele simples pedaço de pão. Tão pequeno aos nossos olhos, tão simples e aparentemente tão frágil. Por detrás do que vemos está o Cristo que morreu e ressuscitou por cada um de nós e que nos ama incondicionalmente.

Ao prometer que estaria conosco por todos os dias até o fim dos tempos Ele foi além. Se fez alimento para o corpo e para a alma. Aquele que é o Pão da Vida, o Pão descido do Céu, pede-nos hoje para reconhecermos sua divindade nesse Pão.

Portanto não nos tardemos em buscá-Lo e adorá-Lo. Procuremos portanto fazer o “algo a mais” esse ano. Também busquemos sempre o Jesus Sacramentado que está a nos esperar no Sacrário.

Deus abençoe.

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3 comentários sobre “Reconhecer Cristo no presépio

  1. Alberto, parabéns pelo blog, muito legal… gostaria de partilhar a um trecho da mensagem do Papa Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em Colônia, na Alemanha em 2005, que também nos remete è este maravilhoso episódio, mas trazido aos dias atuais:

    “Queridos jovens, oferecei também vós ao Senhor o ouro da vossa existência, ou seja, a liberdade de o seguir por amor respondendo fielmente ao seu chamado; fazei subir para Ele o incenso da vossa oração fervorosa, o louvor da sua glória; oferecei-lhe a mirra, isto é, o afeto repleto de gratidão por Ele, verdadeiro Homem, que nos amou até morrer como um malfeitor no Calvário.” (Papa Bento XVI)

    abraço

  2. “Viemos adorar o Emanuel”…
    Um Tempo Novo se projeta inédito ante aos nossos olhos e bem perto ao coração. Inspirados sob o testemunho dos três que seguiram o brilho da estrela para o Emanuel encontrar, sejamos do mesmo modo, como aqueles que possuem pés fixos neste solo (pátria temporária, solo da missão a que nos é confiada e que sem reservas nos abandonamos) e o coração ao alto (muito alto, onde nossas mãos e horizonte ocular não alcançam). Quem nos incentiva e impele é uma jovem do século XIX, “Eu escolho tudo! Não quero ser santa pela metade” (Sta, Teresinha, “História de uma alma”).

    Já sou leitor assíduo…Ótimo post.

  3. Que neste Tempo Novo, sejamos como os Reis Magos que seguiram a luz para que encontremos o Menino para adora-lo e que também possamos oferecer os nossos melhores presentes a Este Rei que nasce, os nossos Corações ,cheios do desejo de nos tornar-mos melhores e cada vez mais simples no amor como aquela familia de Nazaré que acolheu o Salvador!!

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